Abc metodo

52 Gestão O ABC não é somente um método de cálculo do custo de produção, mas sim um método de controlo de gestão. Este fornece informação contabilística relevante e fundamental para a reflexão sobre o posicionamento concorrencial da empresa. ABC como factor de competitividade da empresa O método 1 orlo to view nut*ge Por Helena Maria Ca Helena Maria Canha • Licenciada em Contabilidade e Administração – Ramo Auditoria • Pós-graduada em Fiscalidade • Mestranda em Contabilidade e Audltoria a década de 80 foi diagnosticada uma crise dos sistemas de custos e dos sistemas de controlo de gestão radicionais, por Kaplan.

Nesta altura surgiu o modelo japonês de melhoria contínua, nomeadamente o aparecimento do JIT, qualidade total e existências nulas. tendo o produto, além disso, um ciclo de vida cada vez mais reduzido. O conhecimento dos custos associados aos produtos é agora mais importante. Outro aspecto interno é a substltuição rápida do trabalho pelo capital, em que a mão-de-obra humana vem sendo substituída por máquinas de alta tecnologia.

Externamente, há um aumento da incerteza que implica a alteração da estrutura das empresas, uma vez que para definir um preço de quillbrio para o produto é necessário ter como base a referência do mercado. Assim, «o valor é cada vez mais volátil e multidimensional para que possa ser medido pela simples adição de custos Neste contexto, em 1987, surge nos Estados Unidos, o método de custeio baseado nas actividades ABC(2) (Activity Based Costing) também conhecido por ABM(3) (Activity Based Management), pelas mãos de R S.

Kaplan. Da elaboração do método surge o período da difusão para a esfera académica e a sua implementação no meio empresarial por países industrializados. O ABC é um método de custeio projectado para munir os erentes a tomar decisões estratégicas, dando-lhes informações sobre o custo. É utilizado como um elemento de gestão por actividade uma vez que tem como foco as actividades. (4) O método ABC produção, mas sim um método de controlo de gestão.

Este fornece informação contabilística relevante e fundamental para a reflexão sobre o posicionamento c a empresa. PAGF 10 actividades e as actividades consomem recursos, contrariando o custeio tradicional que diz que os produtos consomem os recursos (ou os custos). Quadro 1 – Síntese do modelo ABC [Garison, R. et al, 2000] Objectos de custo (por exemplo, produtos e clientes) Actividades Consumo de recursos Custo Existem acções que consomem recursos. Esta é a principal causa da existência dos custos.

Estas acções dizem respeito a um dado centro de responsabilidade que são, por sua vez, resultantes de decisões. Assim, o processo de imputação dos custos terá como portador as actividades. Todos os custos estão directamente relacionados com uma actividade e o que está na origem do consumo de recursos é essa dada acção, sendo o problema da afectação secundário. Há uma relação de causa/efeito entre actividade e custos que tem a finalidade de consumir recursos possuir uma forma não única de utilizar esses recursos, para atingir um objectivo.

Decompondo uma empresa grande em processos(5), verificamos que esta realiza os seus objectivos através de actividades 6 cada actividade é dividida em tarefas(7) ou operaçóes(8) etizam na produção de 10 drivers) Uma das traduções possiveis para cost driver é a unidade de obra, embora se possa também apelidar de indutor de custo ou gerador de custo. Um cost driver é uma medida da produtividade da actividade a que se refere representando o seu objecto, o que permite fazer uma afectação razoável do custo dessas actividades aos rodutos. São exemplos de cost drivers: Quadro 2 – Exemplos de actividades e de cost drivers [F.

Collins e M. Werner, 1992] Centro Cost drivers Desenho de planos Especificações Controlo de qualidade das máquinas N. 0 de produtos a produzir N. 0 de novos produtos N. 0 de máquinas Produção Preparar as ordens de fabrico Preparar as máquinas Utilização das máquinas N. 0 de ordens de fabricação Horas máquina al, 2000] Sistema tradicional ABC Produtos hort[colas produtos hortícolas Enlatados Refrigerantes Se, por exemplo, um concorrente anunciar uma redução de cinco por cento no preço dos refrigerantes, d retende obter sem reflexo nos custos.

Como suporte a isto é introduzido o conceito de cadeia de valor que permite a análise da racionalidade da estratégia, onde são relacionadas as decisões estratégicas com o objecto de análise principal do ABC que são as actividades. Quadro 6 – Cadeia de valor de Porter [Porter, ME. Competitive Advantage, New york Free press, 1985] Cadeia de valor Infra-estrutura da empresa Mar Gestão de recursos humanos gem de suporte Desenvolvimento tecnológico Logística de outputs Operações Marketing e vendas Serviço rge eliminar as actividades ou reduzi-las eliminando desperdícios.

O maior benefício do ABC para a estratégia da empresa é, nesta base, a identificação das actividades que acrescentam ou não, valor para o cliente/produto e a sua eliminação. O modelo ABC permite a implementação de uma «gestão transversal no tempo e no espaço» uma vez que o produto é o resultado do processo e não resultado do centro de responsabilidade. O objectivo deste método é a determinação da fonte dos custos e ser utilizado como uma ferramenta de antecpação no controlo de gestão, o que contribui para a melhoria continua das actividades da empresa aumentando a sua competitividade.

Conclusão A Contabilidade de Gestão deverá ser usada como uma ferramenta para a empresa que lhe permita dar informação quer relevante quer tempestiva, e para isso deverá acompanhar a evolução das tecnologias, o ciclo de vida do produto e acima de tudo as suas diversas estratégias. O ABC mostrou-se uma ferramenta da Contabilidade de Gestão que lhe permite não só apurar os custos, mas também rever os próprios processos de actividades praticados pela empresa, ou seja, permite também dominar os custos.

A experiência de aplicação do método ABC, não está suficientemente amadurecida porque só pode ser aplicada organizações automatizadas, onde O ABC mostrou-se uma ferramenta da Contabilidade de Gestão que lhe permite n s custos, mas a utilização de mão-de-obra é menos intensiva, caso contrário poder-se-ia «criar um vazio no fornecimento de informação contabilística adequada» (Caiado, António Campos Pires, 19971.

Mas a aplicação deste método despertou o interesse de muitas empresas, começando por ser aplicado primeiro, em países anglo-saxónicos alargando-se a países da União Europeia como Alemanha, Espanha e França, passando de um tema meramente académico a ter influência na gestão e competitividade das empresas. Em Portugal, não é conhecida qualquer empresa que tenha aplicado o ABC. Este método exige muito tempo para ser aplicado. Ao fazer um levantamento exaustivo das actividades, necessita da colaboração de toda a empresa, e só se sentem os seus efeitos no médio prazo. ? muito dispendioso uma vez que é necessário pessoal especializado e meios informáticos adequados. Em pequenas e médias empresas a implementação do método não se justifica, porque está-se a piorar a relação custo/ benefício. No seio da empresa, há também uma mudança muito grande ao nível da sua própria organização e cultura. Mas, o ABC traz grandes vantagens ma vez que faz uma análise crítica das actividades, o que dá a possibilidade de eliminar as que não geram valor acrescentado. Proporcion 58 Bibliografia Caiado, António Campos Pires, «Contabilidade de Gestão».

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