A importancia da auditoria interna nas empresas s.a

80 Congresso USP de Iniciação Científica em Contabilidade São Paulo/SP 28 e 29 julho de 2011 O papel do controle interno na prevenção de erros e fraudes: um estudo de caso em cooperativa de crédito de Minas Gerais Josiele Conceição Roldão De Oliveira Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri Antonio Carlos Guedes Zappala Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri Oscar Neto de Almeida Bispo Universidade Federal dos Vales do Jequitinhon rio Martins Soares orn Universidade Federal nha e Mucuri Resumo O Controle I nas aos aspectos diretamente relacion abilidade e finanças, as sim a todos os a e uma empresa.

O auditor deve sempre comunicar à administração da entidade que está sendo audltada qualquer descoberta envolvendo fraudes, mesmo que seu efeito não se apresente como relevante sobre as demonstrações contábeis. Questionou-se aos funcionários a importância do relatório emitido, bem como o nível de segurança oferecido pelo controle interno; questionou-se ainda sobre os procedimentos adotados para a prevenção de fraudes e erros no dia-a-dia das atividades da cooperativa. Declaram que o controle interno é muito importante no sentido de contribuir para a redibilidade da organização, visto que proporcionará uma maior segurança quanto á exatidão dos procedlmentos realizados no cotidiano da cooperativa.

Identificar a confiabilidade no controle Interno por parte dos funcionários e ainda identificar as melhorias oferecidas pelo mesmo no sentido de redução elou prevenção Cooperativa em estudo. No que tange aos procedimentos de avaliação dos riscos de eventuais fraudes e erros, os entrevistados argumentam que acontecem conferências diárias para verificar-se a adequação dos procedimentos de cada setor. Palavras-chave: Auditoria; Controle Interno; Terceiro Setor; Cooperativa de Crédito 1. Introdução No atual contexto econômico, em que as transações realizadas pelas empresas são cada vez mais avultadas e intensas, é preciso que haja garantias no que diz respeito quanto à integridade, legalidade e legitimidade das atividades desenvolvidas pelas empresas com as quais se negocia.

O cenário mundial evidencia a necessidade de uma efetiva segurança nos processos, especialmente os contábeis, devido ao crescente Índice de fraudes realizadas pelos funcionários elou administradores dentro das organizações, independentemente da esfera ou do porte. Conforme Imoniana Nohara (2004), os casos de demonstrações contábeis fraudulentas, tão comuns na última década em escala mundial, têm chamado a atenção sobre a adequação do controle interno das organizações. Escândalos financeiros relacionados às 2 80 Congresso USP de Iniciação Científica em Contabilldade demonstrações contábeis têm demonstrado a ineficiência dos controles internos e externos nas empresas. Esse fato preocupante deu inicio a maiores exigências pautado na melhoria desses controles, deixando evidente a importância do trabalho realizado pela Auditoria.

Para Trisciuzzi e Cardozo (2009), eventos igados a fraude nos demonstratlvos contábeis ocorreram mesmo após o advento da criação da Lei Sarbanes-oxley (SOX) em 2002, estabelecida em decorrência aos escândalos ocorridos no mercado financeiro dos Estados PAGF estabelecida em decorrência aos escândalos ocorridos no mercado financeiro dos Estados Unidos da América. A SOX obriga a criação de mecanismos de controles para reaver a credibilidade dos investidores. Esses mecanismos vieram para fortalecer as regras de governança corporativa, principalmente para melhorar a transparência dos mecanismos de gestão, com a divulgação as informações das organizações.

Diante o exposto, a presente pesquisa tomou como base o estudo de caso dos controles internos de uma cooperativa de crédito situada na região Nordeste de Minas Gerais. A justificativa para o trabalho está pautada na importância desse tipo de cooperativa para a solução de diversos problemas financeiros da sociedade. Portanto, podem existir falhas na abordagem dos controles naquele tipo de entidade, o que possivelmente levará a perdas substanciais de agentes intrínsecos às suas atividades. De acordo com Reske Filho, Jacques e Marian (2005), um controle interno adequado ? aquele estruturado pela administração e que possa propiciar uma razoável margem de garantia de que os objetivos e metas serão atingidos de maneira eficaz, eficiente e com a necessária economicidade.

Sendo assim, o objetivo da pesquisa é analisar os procedimentos adotados pelo controle interno visando evitar fraudes e erros operacionais em uma cooperativa de crédito situada no Nordeste de Minas Gerais, de modo a evidenciar a importância da auditoria para entidades desse tipo. para a melhor elucidação da temática abordada na pesquisa, tem-se a seguinte divisão: a seguir são discutidos aspectos teóricos sobre uditoria e entidades cooperativas; no tópico 3 são expostos os procedimentos metodológicos; no tópico 4 apresenta-se os resultados e discussões; em seguid procedimentos metodológicos; no tópico 4 apresenta-se os resultados e discussões; em seguida tem-se as conclusões da pesquisa. 2. Plataforma Teórica 2. 1 A importância da auditoria nos processos gerenciais das empresas e nas cooperatlvas. De acordo com a autora Attie (1 998, p. 5), “a Auditoria é uma especialização contábil voltada a testar a eficiência e eficácia do controle patrimonial implantado com o objetivo de expressar uma opinião sobre determinado dado”. Já, Crepaldi (2002, p. 23), define auditoria como sendo “o levantamento, estudo e avaliação sistemática das transações, procedimentos, operações, rotinas das demonstrações financeiras de uma entidade”. No que tange a auditoria interna, Oliveira e Diniz Filho (2001, p. 16) mencionam que “constitui o conjunto de procedmentos técnicos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais da entidade”.

De acordo com a NBC T 12, que traz normas a respeito da Auditoria Interna, em seu item 12. 1. 1. 1 “a auditoria interna onstitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem financeiras e operacionais da Entidade” (CFC, 2003, p. 01). Pode-se dizer que Auditoria é uma atividade de avaliação dentro da organização em que atua, entre suas funções, estão: examinar, avaliar, e monitorar a adequação e eficácia dos sistemas contábeis e de controle interno. Portanto, é de grande importância e necessário que o controle interno seja independente em relação aos de importância e necessário que o controle interno seja independente em relação aos demais setores da organização.

Desta forma, observa-se que a Auditoria Interna funciona como m órgão superior e de apoio aos gestores da organização verificando assim se as rotinas e trabalhos estão sendo executados de acordo com os procedimentos e normas contábeis. Attie (1992) afirma a necessidade de o auditor ser imparcial e de se manter numa condição que o permita agir íntegra e objetivamente exige que seja colocado separadamente das pessoas cujas atividades examinam. 2. 2 Conceito de fraude e erro Faz-se necessário neste tópico delinear o conceito de fraude e erro. Conforme a NBCT 1 1 -IT 03, o termo fraude refere- se “a ato intencional de ormss¿o ou manipulação de transações, dulteração de documentos, registros e demonstrações contábeis”. or premissa do Conselho Federal de Contabilidade, o auditor normalmente é impedido de comunicar as ocorrências de fraudes ou erros a terceiros devido ao sigilo profissional. Em alguns casos, no entanto, existe a obrigação legal desta comunicação, sendo requerida ao auditor a quebra deste sigilo, conforme o Código de Ética do Contabilista e as Normas Profissionais do Auditor Independente. O auditor deve sempre comunicar à administração da entidade que está sendo auditada qualquer descoberta envolvendo fraudes, mesmo que seu efeito ão se apresente como relevante sobre as demonstrações contábeis. Dependendo das circunstâncias, esta comunicação pode ser feita tanto de forma verbal quanto escrita.

Conforme a NBC TII – IT – 03, que trata da fraude e do erro, a fraude pode ser caracterizada por: a) manipulação, falsificação ou alteração de registros ou documentos, de modo a modificar os registros de ati PAGF s OF alteração de registros ou documentos, de modo a modificar os registros de ativos, de passivos e de resultados; b) apropriação indébita de ativos; c) supressão ou omissão de transações nos egistros contábeis; d) registro de transações sem comprovação; e e) aplicação de práticas contábeis indevidas (CFC, 1999, p. 207). Em relação à diferenciação do erro e da fraude, em contabilidade, muito bem esclarece Serpa (2002, p. 7): É preciso fazer distinção entre fraude e erro, em contabilidade. Fraude é uma ação premeditada para lesar alguém. O erro é uma ação involuntária, sem o intuito de 4 80 Congresso I_JSP de Iniciação Científica em Contabilldade causar dado. Embora possam ocorrer sobre os mesmos fatos e documentos (balanços, balancetes, livros comerciais etc. são de características diferentes. Observa-se que não se pode confundir os conceitos de fraude e erro, visto que são conceltos bem distintos, uma vez que na fraude há uma predisposição a causar uma lesão a alguém ou alguma coisa, e ao contrário, o erro é involuntário e decorre da própria condição humana, sujeita à falhas e enganos. 2. A importância do Controle Interno na Prevenção de Fraudes e Erros Diante da evolução nas transações entre organizações, principalmente, pelo processo de globalização e pelos recentes escândalos de grandes empresas motivados por fraudes ontábeis em seus registros, documentos e demonstrações contábeis, tornaram-se indlspensável o trabalho de Auditoria como instrumento no combate e prevenção de irregularidades. Ao contratar os serviços de auditoria é indispensável a ação conjunta da administração e do auditor, além de um bom controle interno que adequará a realidade da organização a situação real econômica além de um bom controle interno que adequará a realidade da organização a Situação real econômica e financeira a fiscalização das transações ocorridas, a credibilidade das demonstrações contábeis, dentre outros.

A Contabilidade é ferramenta relevante para coleta de informações, que devem coincidir com a realidade da empresa, proporcionando assim, a tomada de decisões pelos usuários de tais informações. As organizações podem não atingir seus objetivos em caso de erros ou fraudes em suas atividades, ai entra a Auditoria proporcionando esclarecimentos dos fatos e podendo até evitar crimes. Os estudos realizados pelo Controle Interno é que delimitarão a extensão e a confiabilidade dos trabalhos realizados pela Auditoria. Entretanto, há diferenças entre auditor interno e controle interno, sendo que o primeiro em o trabalho de revisar os controles internos, estes são normalmente funcionários da organização. or controles internos pode ser entendido como todos os instrumentos da organização destinados à vigilância, fiscalização e verificação administrativa, que permitam prever, observar, dirigir ou governar os acontecimentos que se verificam dentro da empresa e que produzam reflexos em seu patrimônio (FRANCO; MARRA 2000). O sistema contábil e de controles internos compreendem o plano de organização e o conjunto integrado de método e procedimentos adotados pela entidade na proteção do seu atrimónio, promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações contábeis, e da sua eficiência operacional (CFC, 2010). Para Migliavacca (2002, p. 7) “Controle Interno é definido como planejamento organizacional e todos os métodos e procedimentos adotados dentro de uma empresa, a fim de salvaguardar seus ativos, verifica PAGF 7 métodos e procedimentos adotados dentro de uma empresa, a fim de salvaguardar seus ativos, verificar a adequação e o suporte dos dados contábeis, promover a eficiência operacional e encorajar a aderência às politicas definidas pela direção”. Existem rincípios de controle interno que permitem alguns objetivos específicos que são bem colocados por Peter e Machado (2003, p. 25) sao: a) Relação custo/benefício: consiste na minimização da probabilidade de falhas/desvios quanto ao atendimento dos objetivos e metas. Este conceito reconhece que o custo de um controle não deve exceder aos benefícios que possa proporcionar; b) Qualificação adequada, treinamento e rodízio de funcionários: a eficácia dos controles internos está diretamente relacionada com a competência e integridade do pessoal.

Assim, é imprescindível que haja uma política de pessoal que contemple; ) Delegação de poderes e determinação de responsabllidades: visam assegurar maior rapidez e objetividade às decisões, fazendo-se necessário um regimento/estatuto e organograma adequado, onde a definição de autoridade e consequentes responsabilidades sejam claras e satisfaçam plenamente às necessidades da organização; e manuais de rotinas/ procedimentos claramente determinados, que considerem as funções de todos os setores do órgão/entidade; d) Segregação de funções: a estrutura de um controle interno deve prever a separação entre as funções de autorização ou aprovação de perações e a execução, controle e contabilização das mesmas, de tal forma que nenhuma pessoa detenha competências e atribuições em desacordo com este princípio; e) Instruções devidamente formalizadas: ara atin e atribuições em desacordo com este princípio; e) Instruções devidamente formalizadas: para atingir um grau de segurança adequado é indispensável que as ações, procedimentos e instruções sejam disciplinados e formalizados através de instrumentos eficazes, ou seja, claros e objetivos e emitidos por autoridade competente; f) Controles sobre as transações: ? imprescindível estabelecer o acompanhamento dos fatos contábeis, financeiros e operacionais, objetivando que sejam efetuados mediante atos legítimos, relacionados com a finalidade do órgão/entidade e autorizados por quem de direito; g) Aderência às diretrizes e normas legais: é necessária a existência, no órgão/entidade, de sistemas estabelecidos para determinar e assegurar a observ¿ncla das diretrizes, planos, normas, leis, regulamentos e procedimentos administrativos internos. Pode-se concluir que o Controle Interno refere-se não apenas aos aspectos diretamente relacionados às funções e contabilidade e finanças, mas sim a todos os aspectos das operações de uma empresa.

Sendo relevante dizer que os responsaveis pelo correto funcionamento do controle interno são todos os funcionários, desde a alta administração até os colaboradores de apoio, participam da execução do controle. 2. 4 Conceituando a Sociedade Cooperativista Necessário se faz neste tópico caracterizar alguns pontos importantes no que tange às sociedades cooperativas. As cooperativas têm o intuito de constituir o crescimento econômico em conjunto com o desenvolvimento social, tendo como fundamento os valores e ajuda mútua a igualdade, e a solidariedade, e por objetivo primordial as pessoas. 6 Bialoskorski Neto (2000) Iniciação Científica em Contabilidade Bialoskorski Neto (2000) menciona que as cooperativas são organizações de fins económicos, mas que não visam lucro.

Estas são formadas por associados que possuem cotas de participação, e têm o mesmo direito na hora da decisão, sendo sempre necessário o controle e monitoramento das atividades e decisões pela assembléia geral. As cooperativas proporcionam uma significativa eficiência na geração de empregos e uma maior divisão da renda, fatores esses que são fundamentais ara o desenvolvmento da economia. Com o aumento da renda da sociedade, aparece também o aumento do consumo, e em consequência a elevada produção e o número de contratações de mao de obra, promovendo um crescimento na economia (BERTOLINI, 2003). As cooperativas apresentam alguns princípios básicos que são as linhas orientadoras da prática cooperativista.

Após várias pesquisas e contestações, esses princípios sofreram algumas adaptações, ao longo das transformações sócio- econômicas e a formulação dos Princípios Pioneiros de Rochadale ficou assim instituído conforme o portal do cooperativismo: Adesão Voluntária Livre: As cooperativas são organizações abertas à participação de todos, independentemente de sexo, raça, classe social, opção política ou religiosa. Para participar, a pessoa deve tomar conhecimento das práticas desenvolvidas pela cooperativa à qual deseja se associar, depois deve analisar se apresenta as condições necessárias para cumprir os acordos estabelecidos pela maioria dos associados. Gestão Democrática: Os cooperados, reunidos em assembléia, discutem e votam os objetivos e metas do trabalho conjunto, bem como elegem os representantes que irão administrar a sociedade. Cada

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