A importancia da literatura infantl na formação do leitor

A IMPORTÂNCIA DA LITERATURA INFANTIL NA FORMAÇÃO DO LEITOR Laiz dos Santos grito Maiara Mendes Cerqueira[l] “O desenvolvimento de interesses e hábitos permanentes de leitura é um processo constante, que principia no lar, aperfeiçoa- se sistematicamente na escola e continua pela vida afora. ” (Bamberger) org RESUMO: É na infânci os indivíduos ue são formados. Partin dess te estudo tem pre por objetivo reconhe ratura infantil na formação do hábito ue as crianças revelam maior interesse pela leitura.

Deste modo a literatura infantil deve ser utilizada como uma ferramenta fundamental na onstrução do leitor. Utilizando o referencial teórico de Cristiane Madanêlo de Oliveira, especialista em literatura infantil e juvenil pela UFRJ. Palavras-chave: Literatura infantil; infância; leitor. Tudo o que opera na fase do desenvolvimento da criança é importante na formação de um individuo, inclusive a leitura, deste modo o interesse pela leitura e o hábito de ler são desenvolvidos ainda na infância, pois é neste momento que os hábitos dos indivíduos são formados.

A literatura infantil permite que as literatura infantil um instrumento fundamental para a aquisição e conhecimentos, recreação e informação, deve ser aplicado de forma coerente, ou seja, utilizá-la não apenas para ensinar valor moral as crianças, mas para apresentá-las um mundo onde ela usa da sua imaginação para dar o seu sentido aquela história, para poder despertar o prazer de ler nas crianças desde cedo.

Sobre o fato da importância de habituar a criança às palavras, Richard Bamberger (2002) declara, “Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo o seu desenvolvimento como ser humano. , ou seja, o contato com as palavras transformará o indivíduo em um sujeito ativo, responsável pela sua aprendizagem e que sabe compreender o contexto em que vive, podendo modificá-lo de acordo com sua necessidade.

Não há uma idade precisa para o primeiro contato com os livros, já que cada um se desenvolve e amadurece de maneira diferente, até com um bebê é poss[vel começar a investir em um futuro leitor, de acordo com Cristiane Madanêlo de Oliveira[2], “Há vários tipos de livros de pano e de banho que podem integrar o grupo de brinquedos da criança desde que ela consegue pegar objetos. Além de associar o lúdlco à leitura, o contato natural com o objeto livro já se constrói de maneira natural”.

Ao contrário do que muita gente acredita, que por a criança ainda não saber ler ela não se interessará por livros, ao contrário a criança aprende desde cedo que livro é uma coisa boa, e interessa-se por formas, cores e imagens que os livros possuem e q livro é uma coisa boa, e interessa-se por formas, cores e imagens que os livros possuem e que mais tarde darão significados a elas.

Deste modo quanto mais cedo à criança tiver contato com o livro melhor será o seu relacionamento com ele no futuro, ois mesmo durante a fase que a criança ainda não sabe ler, é importante que ela mantenha contato direto com os livros, deste modo a criança incorpora naturalmente esse objeto ao seu cotidiano, sem que se faça isso por obrigação Existem dois fatores que contribuem para que a criança desperte o gosto pela leitura: curiosidade e exemplo.

Por isso é de extrema importância que as crianças sejam incentivadas a ler, não pela obrigação, mas pelo prazer que a leitura proporciona. Entretanto, não se quer dizer, que dar um Ilvro de presente significa incentivar a leitura necessariamente. Segundo Cristiane Madanêlo de Oliveira, “Muitas vezes, percebe-se que crianças imitam as atitudes dos pais, seja no desejo de passar batom ou de fazer a barba. O que rege essas atitudes é o desejo de ser parte do mundo que os pais integram.

Se a rotina dos pais incluírem a leitura, parecerá para a criança natural o ato de ler”. Deste modo, é preciso que os pais cada vez mais se habituem a ler, integrando o livro ao cotidiano da família, já que os valores transmitidos pela família perduram por toda a vida e o mesmo acontece com a leitura. De acordo com a UNESCO(2005) somente 4% da população tem o hábito de ler, nos levando a concluir que a sociedade brasileira não é leitora. Desta forma os pais deveriam ler mais não só para si mesmo como para os seus filh PAGF3rl(F8 não é leitora.

Desta forma os pais deveriam ler mais não só para si mesmo como para os seus filhos, pois só dessa forma essa estatística será mudada. A escola surge como um espaço onde a prátlca de leitura é desenvolvida e aperfeiçoada, nesse sentido atribui-se a escola o dever de não só ensinar a ler, como também de ensinar a gostar de ler. Nesse sentido, a escola visa desenvolver na criança as abilidades de leitura e escrita, utilizando a literatura infantil como uma ferramenta auxiliadora no processo da aprendizagem.

A relação entre literatura infantil e escola é forte desde a sua criação até hoje. No início a produção para a infância era feita com o objetivo de ensinar valores e apresentam um caráter ético-pedagóglco, ou seja, o livro tinha a finalidade de educar, apresentar modelos e moldar as crianças de acordo com o desejo dos adultos. Atualmente o objetivo não é mais transmitir valores da sociedade e sim propiciar uma nova visão da realidade de orma divertida e interessante aos olhos dos pequenos leitores.

Entretanto, surge no espaço escolar a questão da adquirir livros para que as crianças dominem a língua escrita e a prática da leitura, por isso torna obrigatória certa leitura. De acordo com Marisa Lajolo e Regina Zilbermann (2002), “a escola passa a habilitar as crianças para o consumo de obras impressas, serando como intermediária entre e a criança e a sociedade”, desta forma o espaço escolar transmite para as crianças o dever de ler, pois elas devem ler para ao final da leitura “prestar contas” a professora e mesmo responder uma prova.

Distorcendo o PAGF para ao final da leitura “prestar contas” a professora e mesmo responder uma prova. Distorcendo o sentido da palavra leitura. A leitura vai além da decodificação das palavras, ela leva o leitor a desenvolver a construção de significados a partlr do texto base, partindo de conhecimentos prévios. Ao fazer-se leitor, o sujeito tem a possibilidade de compreender a sociedade e ampliar sua visão do mundo. Sobre leitura Roger Chartier declara (1 996, p. 7): O trabalho de leitura é, em grande parte, um processo de produção de sentido no qual o texto participa mais como um onjunto de obrigações (que o leitor toma mais ou menos em consideração) do que como estrita mensagem. A partir de então, pensamos poder mostrar que as inferências inerentes ao ato léxico apóiam-se mais sobre a capitalização cultural específica de cada leitor do que sobre a aprendizagem escolar de uma técnica de decifração. Mais que formar um leitor a preocupação da escola deve ser em formar leitores crlticos. ossibilitando ao aluno conhecimentos que o faça um produzir significados, tornando-o capaz de lidar com todos os gêneros textuais, não só na escola, mas também na sociedade em que está inserido. A escola não deve ignorar as múltiplas possibilidades da leitura, pois a qualidade do que se escolhe para ler ou indicar como leitura indica como será atribuido significado ao mundo em que se vive, ou seja, cada leitor atribui ao significado de sua leitura de mundo, com vários significados que ele encontrou ao longo da história de um livro, por exemplo.

Ao pensarmos na formaçã significados que ele encontrou ao longo da história de um livro, por exemplo. Ao pensarmos na formação do leitor e no gosto pela leitura, percebemos que associar o momento da leitura a um momento e prazer é uma maneira de formar relação positiva com os livros, isso levará a criança a ver a leitura como uma coisa boa. E associar o ato de ler como um castigo ou algo que represente algum tipo de punição leva a criança a ver a leitura como uma coisa ruim, relacionar leitura com obrigatoriedade não é um bom caminho para incentivar a leitura.

Deste modo pais e professores devem discutir o que é leitura, a importância do livro no processo de formação do leitor, assim como, o ensino da literatura infantil como processo para o desenvolvmento do leitor, pois é undamental para a formação do leitor uma aliança entre escola e pals. Uma forma de possibilitar a criança um contato prazeroso com a leitura é o momento da “contação” de histórias.

Ouvir histórias é um acontecimento tao prazeroso que desperta o interesse das pessoas em todas as idades, é na infância que este fato fica mais evidente, já que a capacidade de imaginar das crianças é mais intensa, e é através dessa imaginação que ela cria, recria e inventa uma nova história de acordo com a sua vontade. Segundo Abramovich (1997) Ah, como é importante para a ormação de qualquer criança ouvir muitas, muitas histórias.. escutá-las é o início da aprendizagem para ser leitor, e ser leitor é ter um caminho absolutamente infinito de descoberta e de compreensão do mundo… . Através da história que a criança estrei descoberta e de compreensão do mundo… “. Através da história que a criança estreita o contato com seus sentimentos elaborando seus conflitos e emoções. Desta forma, ela cresce e se desenvolve. A história funciona como uma ponte entre o real e o imaginário, a partir dela a criança amplia sua percepção e tempo, espaço e o seu vocabulário, além de se projetar durante certo tempo nos personagens entrando assim no mundo da fantasia. undamental contar histórias mesmo paras as crianças que já sabem ler, pois de acordo com Eline Fernandes de Castro[3], Quando as crianças maiores ouvem as histórias, aprimoram a sua capacidade de imaginação, já que ouvi-las pode estimular o pensar, o desenhar, o escrever, o criar, o recriar. Num mundo hoje tão cheio de tecnologias, onde as informações estão tão prontas, a criança que não tiver a oportunidade de suscitar seu imaginário, poderá no futuro, ser um indivíduo sem riticidade, pouco criativo, sem sensibilidade para compreender a sua própria realidade.

O livro é então, o mesmo que um “par de asas” porque posslbillta à cnança voar pelo mundo desconhecido e apropriar- se de outras realidades e a história infantil o caminho para um mundo típico da infância, com seus medos, curiosidades e sentimentos. Segundo Abramovich (1997) “É através de uma historia que se pode descobrir outros lugares, outros tempos, outros jeitos de ser… É ficar sabendo história, filosofia, direito, politica, sociologia, etc. sem precisar saber o nome disso tudo muito menos achar que tem cara de aula. Podemos então começar a compreender nome disso tudo e muito menos achar que tem cara de aula. ” Podemos então começar a compreender a importância da Literatura Infantil para a formação do leitor. Ser leitor é o meio para conhecer os diferentes tipos de vocabulários. É uma forma de ampliar o universo linguístico. Considerações Finais: Referência Bibliográfica: ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, 1997. Richard. como incentivar o hábito da leitura. 7 ed. São Paulo: Ática, 2000. CASTRO, Eline Fernandes de.

A importância da Literatura Infantil para o Desenvolvimento da Criança. Disponivel em < http://www. webartigos. com/articles/9055/1 la- impo rtancia-da -literatura-para-o-desenvolvimento-da-crianca/paginal . html > Acesso em: 30/07/2009 CHARTER, Roger (org). práticas de leitura. raduçao de cristiane Nascimento. Rio de Janeiro:êstação Liberdade, 1996. LAJOLO, Marisa ; ZILBERMAN, Regina. Literatura Infantil Brasileira – História e Histórias. São Paulo:Atica, 2002. OLIVEIRA, Cristiane Madanêlo de. Alma Gêmea – Leitura na infância é tudo. Disponível em Acesso em: 03/08/2009 PAGF8rl(F8

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