Da exclusão a inclusão escolar: eis a educação no brasil

[pic] SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO PEDAGOGIA barbara juliana lima neves or26 dA exclusão a inclusa du ao no brasil sc Ilhéus 201 1 ” Ensinar não é transferir conhecomento . ” Paulo Freire NEVES, Bárbara Juliana Lima. Da Exclusão a Inclusão Escolar: Eis a Educação no Brasil. 2011. 31 folhas. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação – Pedagogia) – Sistema de Ensino Presencial Conectado, Universidade Norte do Paraná, Cidade, Ano.

RESUMO Na sociedade contemporânea, novos desafios vem exigindo dos educadores uma ampliação de perspectivas no que se refere ? ompreensão dos fenômenos sociais que lhes permitam uma prática educativa mais co realidade enfrentada PAGF ICAPITULO 1- EXCLUSAO SOCIAL: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES . 15 | 1. 1 A exclusão social no campo da educação.. 7 1. 2 Políticas públicas de educação e a exclusão escolar. ‘CAPITULO 2- A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO 19 BRASIL . . 1 Educação inclusiva: um processo um desafio 112 12. 2 A formação de professores para a educação inclusiva 114 I CAPITULO 3- PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS E ANALISE DOS 16 I DADOS…. ICONSIDERAÇOES FINAIS . 119 I REFERENCI REFERENCIAS…. 2 IAPÊNDICES… APÊNDICE A – Instrumento de Pesquisa Utilizado na Coleta de Dados.. I APÊNDICE B. Modelo do Instrumento de Pesquisa Utilizado na Coleta de Dados IAN EXO • 125 ANEXO A.

Título do Anexo INTRODUÇÃO A sociedade como um todo é responsável pela educação. Todo indivíduo é capaz de ser educado e tem direito a receber educação. Devemos, pois, criar ambientes diversificados de ensino e aprendizagem onde os sujeitos que aprendem (alunos e professores) possam aumentar a sua própria potencialidade e aprender a viver em sociedade em virtude de que, na maioria as vezes, alguns indivíduos desconhecem a importância e a diferença da Educação Exclusiva e da Educação Inclusiva.

Analisar a questão da Exclusão/lnclusão na sociedade, em geral, e na educação, em lica em dimensioná-la em termos históricos e de forma contextualizada. Assim é que, o objetivo geral deste estudo é: – Refletir sobre os conceitos de inclusão / exclusão social e sua relação com os processos de escolarização / exclusão escolar de forma articulada com as políticas de inclusão escolar.

Ao lado disto, também, os objetivos específicos: – Discutir os conceitos de estigma, preconceito e stereótipos, que subsidiarão as reflexões dos educadores sobre formas de enfrentamento destas questóes no ambiente educacional; – Apresentar elementos que auxiliem nas reflexões dos educadores sobre as reflexões de enfrentamento à problemática da inclusão de crianças especials na escola regular; – Possibilitar uma melhora da atuação na sociedade através de conhecimentos mais profundos de homem, de cultura e de mundo.

A escolha do tema deste trabalho partiu da necessidade de discutir uma perspectiva mais ampla acerca da Exclusão e Inclusão Escolar em sociedade, entendendo que toda e qualquer iversidade presente no desenvolvimento da criança e conflitos daí advindos, se caracterizam como expressos no ambiente Esperamos que este estudo possa ajudar aos que acreditam em um mundo mais inclusivo, onde práticas pedagógicas, atuais ou não, possam verdadeiramente realizar o que se propõe com uma ação educativa consistente e transformadora por parte dos educadores.

Para debater os meandros dessa problemática que envolve a exclusão e Inclusão na Educação Brasileira, esse estudo visou analisar os aspectos que dificultavam tal inserção a partir da isão dos professores entrevistados e das pesquisas realizadas. É um estudo baseado em pesquisa bibliográfica, estendendo- se em pequena escala a uma pesquisa de campo através de um questionário feito a professores da rede pública e particular do ensino fundamental, médio e su erior. nsino fundamental, médio e superior. causada pela inserção desigual dos sujeitos sociais na produçaon (BONETI, 1998, P. 1 1). Neste sentido, Martins (1997) compreende que: Rigorosamente falando não existe exclusão: existe contradição, existem vítimas de processos sociais, políticos e conômicos excludentes; existe o conflito pelo qual a vítima dos processos excludentes proclama seu inconformismo, seu mal-estar, sua revolta, sua esperança, sua força reivindicativa e sua reivindicação corrosiva.

Essas reações, porque não se trata estritamente de exclusão, não se dão fora dos sistemas econômcos e dos sistemas de poder (p. 14) Entretanto, autores como Sawaia (2001), ainda que reconhecendo a imprecisão e a dubiedade conceitual, optam por aprimorá-lo procurando explicitar as ambiguidades internalizadas no conceito, entendendo que estas ambigüidades “não revelam rro ou imprecisão, mas a complexidade e contraditoriedade que constituem o processo de exclusão social” (p. 7).

Assim, procura compreender a exclusão numa concepção dialética exclusão/ inclusão, processo que gera subjetividades específicas e que não encontra explicações apenas nas relações econômicas- A exclusão é processo complexo e multifacetado, uma configuração de dimensões materiais, politicas, racional e subjetiva. É o processo sutil e dialético, pois só existe em relação á inclusão como parte constitutiva dela. Não é uma coisa ou m estado, é processo que envolve o homem por inteiro e suas relações com os outros.

Não tem uma única forma e não é uma falha do sistema, devendo ser combatida como algo que perturba a ordem social, ao contrário, ele é produto do funcionamento do sistema. (2000, p. g). PAGF 7 forma, “deve ser fundada num paradigma de ética e justiça social, pois é econômica, social, politica e cultural, logo, multifacetada”. (SPOSATI, 2001, P. 77). A autora propõe pensar a exclusão a partir da distância e discrepância do que se entende por inclusão.

Neste sentido, a idéia de inclusão transcende os liames do mercado, mbora parte das necessidades humanas seja satisfeita no mercado. Castel (2000, p. 24) afirma ainda que a exclusão nomeia, atualmente, ” situações que traduzem uma degradação relacionada a um posicionamento anterior, promovendo uma situação de vulnerabilidade de quem vive no trabalho precário. Para o autor, o termo exclusão “designa muito mais os efeitos”, não abarca os fatores que precedem a exclusão, logo, pode-se falar em precarização, vulnerabilização, marginalização.

Pensar sobre exclusão/ inclusão social significa, pois, pensá-la como fenômeno inserido nas relações de produção apitalista no seu movimento de manutenção/renovação/ transformação, uma vez que, conforme Marx (1976, p. 98), o modo de produção capitalista é estruturalmente excludente. 1. A EXCLUSÃO SOCIAL NO CAMPO DA EDUCAÇÃO A questão social aparece, no caso brasileiro, atrelada á cultura da exclusão que para Arroyo (2000, p. 12), é também identificada na organização e na estrutura do nosso sistema escolar.

Cultura essa que “legítima práticas, rotula fracassados, trabalha com preconceitos de raça, gênero e classe, e que exclui”. Demonstrando a contradi ao ue se implanta na odernidade, a exclusão o campo da educação, seu caráter excludente, mostrando que a exclusão escolar se encontra inserida num universo de várias outras formas de exclusão social (econômica, política e cultural) e que tem raízes fundadas no processo de formação da sociedade.

Verifica-se que, mesmo a exclusão escolar tendo se constituído numa marca permanente até os dias atuais, ela não se configurou ou se configura da mesma maneira ao longo do tempo, em alguns momentos ela é explicitada pela navegação do acesso á classe trabalhadora ao saber escolarizado, em outros, ombinado ao acesso restrito, materializa-se uma forma de exclusão pela introdução de uma estrutura dual de escola, onde o poder público diferencia a escola destinada á classe dominante daquela destinada é classe trabalhadora, confirmando a posição de Luft (2000) de que “a educação escolar desde a sua origem foi um dos instrumentos- chave utilizada para naturalizar a sociedade de classes” (p. 1 9), por isto mesmo, sempre tem ou o processo produtivo em curso como referencial da quantidade e da qualidade” (capacitação técnica) de educação a ser oferecida, sto é, a educação disponibilizada á classe trabalhadora se restringia a uma” cultura” mínima, e ao desenvolvimento de uma certa habilidade técnica, capaz de responder ás necessidades do processo de Industrialização Assim, exclusão escolar, entendida como resultante processual da exclusão social, ou seja, as condições que alimentam o nascimento da exclusão social, que são as desigualdades provenientes da estrutura de classes da sociedade, são as mesmas que provocam a evasão, a repetência e a defasagem idade/ série no interior das escolas, além de muitas ezes cercear o acesso de enormes contingentes populacionais ao saber, escolarizados.

A exclusão escolar, portanto, surge como um desdobramento da contradição do sistema capitalista que necessita do espaço educativo como instrumento de manutenção de sua lógica, que procura legitimar a dominação econômica atrav educativo como instrumento de manutenção de sua lógica, que procura legitimar a dominação econômica através da denominação cultural, e que para tanto se utiliza da escola como mecanismo de mediação para assegurar a estrutura de classes da ociedade capitalista. Os indicadores de acesso, repetência, evasão e defasagem idade/ série, como mecanismo de exclusão escolar tornam ainda mais evidente a necessidade de implementação de políticas que democratizem e que superem o caráter seletivo e excludente da escola. 1. POLÍTICAS PÚBLICAS DE EDUCAÇÃO E A EXCLUSÃO ESCOLAR Numa sociedade onde as riquezas são criadas a partlr de especulações totalmente abstratas, sem vínculos – ou muitos fracos – com investimento produtivos (FORRESTER, 1997, p. 86), há indicação de que é a esfera financeira que comanda, ada vez mais, a repartição e a destinação social dessa riqueza (CHESNAIS, 1 996,p. 15). E, nesse quadro, as políticas econômicas são reforçadas da exclusão social. Bruno (1 997, p. 24) observa que o estado tem sido um aparelho instrumentallzado pela classe captalista, desde sua origem e que o elemento novo que se observa na contemporaneidade é o nível de concentração de capital pela classe capitalista, permitindo as maiores empresas relacionarem- se diretamente, assumindo as fun ões econômicas e políticas, secundarizando o papel d coordenador da

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