Monografia software livre

UNIVERSIDADE CÂNDIDO MENDES INSTITU O DE PESQUISAS SOCIO-PEDAGOGICAS PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSO” O PAPEL DO PROFESSOR NA TECNOLOGIA EDUCACIONAL: Uma Aplicação de Recursos ou a perda da essência? POR: ANA MARIA CARDOSO CUNHA GUERRA PROF. Ms. MARCO A.

LAROSA RIO DE JANEIRO or70 2001 to view nut*ge Urna Aplicação de Recursos Apresentação de Monografia ao Conjunto Universitário Cândido Mendes como condição prévia para a conclusão do Curso de Pósgraduação “Lato Sensu” em Docência trabalhadores modernos, cujo grau de esforço e dedicação se fizeram tão particulares e essenciais que antes se undam numa paixão do que em possíveis incentivos materiais… Anísio Teixeira RESUMO Dentro de uma visão de Sociedade Tecnológica, a Educação assume a função de difundir e interpretar novos recursos, criando acessos rápidos a estes meios, onde alunos e professores mais autônomos e dinâmicos na busca do saber aprendem a decifrar esses novos códigos e suas linguagens próprias, realizando a verdadeira democratização do ensino e enfrentando os desafios de um novo tipo de analfabetismo o “virtual”.

Faz-se necessário e urgente comparar os ganhos com o ensino ? distância e s perdas substanciais que este recurso pode gerar na relação interpessoal de professores e alunos observáveis na aula presencial. Verificar-se-á a necessidade de qualificar novos professores, envolvendo-os nestas propostas e oferecendo formação continuada aos que já atuam, apropriando-os da utilização e seleção critica destes recursos tecnológicos, reconhecendo-os como enriquecedores, ilustrativos e com Iementares em suas aulas, sem contudo representar PAGF observação direta, fotografias e questionários.

A presente pesquisa objetiva lançar propostas para a solução desta situaçãoproblema apresentada, atendendo a anseios de ossa sociedade. SUMÁRIO INTRODUÇÃO CAPÍTULO Origem e Evolução Histórico-Social da Tecnologia Educacional 12 CAPÍTULO II Novas Tecnologias e suas Aplicabilldades 23 CAPÍTULO III Do Ideal à Real Tecnologia Educacional 48 CAPITULO IV Contribuições que Contemplam a Pesquisa 68 CONCLUSAO para a construção da aprendizagem.

A Sociedade diversificou suas estratégias de Aprendizagem e estas mudanças não podem ser ignoradas pela escola, pois aceleram a comunicação e as relações do homem entre si e com o trabalho, propiciando mudanças sociais, trazendo benefícios e prejuízos que serão por nós estudados. Se faz, também, necessário analisar as antinomias existentes neste tema: o luxo da Tecnologia a serviço da realidade virtual, que transforma informação em conhecimento ou o quadro-de-giz como sendo ainda o melhor Recurso? A eficiência do ensino à distância ou a intervenção do docente e a qualidade substancial do ensino presencial?

A informática como robotização de professores e alunos ou à libertação para a construção da aprendizagem? 10 Estruturando o trabalho faremos um breve histórico da Tecnologia de Ensino no Brasil, seus recursos e sua aplicabilidade no âmbito da sala de aula, levando o professor dominar as novas técnicas; o ensino à distância, graduando alunos e capacitando professores em serviço; o papel político-social do professor neste contexto, Invadlndo por este vasto e valioso campo Tecnológico, está ele receptivo às mudanças?

Está assumindo o papel de empreendedor de novo sistema? Como vê a sua função profissional numa visão futura? avançar nestas sugestões de produção como fonte de elevação na qualidade do ensino e como estratégia de uma verdadeira democratização. ORIGEM EVOLUÇÃO HISTÓRICO-SOCIAL DA TECNOLOGIA EDUCACIONAL 1 . 1 Evolução das Civilizações Descrevendo o caminhar da humanidade, nos últimos séculos, analisa-se traços principais em três momentos descritos por Marcondesl, como Teocentrismo, Antropocentrismo e Tecnocentrismo.

Aproximadamente há 18 séculos, a sociedade era Teocrática, marcada pela figura central de Deus, elemento determinante na cultura, na moral e na politica da época. Esta civilização precedeu uma sociedade imperialista, “A Cultura Romana”, que objetivava manter os povos unificados, sua língua e seus costumes. O per[odo Teocrático é m rário, por fugas e PAGF s OF iluminismo, as primeiras noções de história, de azão e de verdades, surgindo algumas das grandes teorias humanas. l) Marcondes Filho, 1994, p. 17. 13 A luz do saber, do conhecimento leva o homem a acreditar agora numa utopia material em vida, que de acordo com Marcondes 2 é contrária à utopia material em vida, que onde acredita o homem agora ter poderes para construir a sua história, onde podia tudo planejar e guiar-se definindo um ponto de chegada, para que a humanidade chegasse até lá, reconhecida pela filosofia como “Finalismo” (grifo do autor).

Este periodo transforma por completo as formas de vida do homem, que busca a sua verdadeira essência em confronto com a onipotência e Deus, associando a ciência à técnica, alterando a natureza e direcionando o saber ? vida social. Este período começa a desmoronar na metade do século XX, surgindo um novo tipo de sociedade, a Tecnocêntrica. 1. 2 A Sociedade Tecnocêntrica O primeiro traço geral da nova era é marcado pelo surgimento de sistemas técnicos e eletrônicos, que desestruturam o homem e lhe delimitam o poder .

O homem, a partir deste período percebesse coad”uvante no perfil dos acontecimentos da socied é marcada por acontecimentos que ressaltam sua presença, mas está longe do (2) Ibid, mesma página. (3) Ibid. , mesma página. 4 homem poder controlá-los, deixando-o descrente de sua onipotência, que no período anterior era acreditada. Alguns sistemas como a comunicação, a informação e a produção, apesar de terem sido criadas pelo homem, funcionam por conta própria e sem o seu controle direto.

As principais características da vida social moderna são a velocidade dos acontecimentos e a hipervalorização do tempo. O homem, na atualidade, exerce muitas e dinâmicas atividades, obrigando-o a estar e a realizar tudo com rapidez. Os relacionamentos sociais são efémeros, e o tempo destinado à algumas atividades é muito valorizado. Na época atual existem pessoas com as idéias cristalizadas na antropocêntrica, enfrentando dificuldades para compreender as alterações dos tempos atuais, não identificando lógicas e princípios, colocando-se contra o novo.

Em contrapartida os jovens da atualidade não se identificam com estas idéias antigas haja visto a diferença de mundos. Neste momento de transição que a sociedade PAGF 7 interesses das classes dominantes que controlam o saber. 15 Dentro de uma visão capitalista a Tecnologia e a Educação se fundamentam na relação entre o Saber e o Fazer, próprios da natureza da divisão social do trabalho. Nesta divisão entre teoria (saber) e a prática (fazer), o trabalho é organizado e comandado pelos proprietários dos meios de produção, são eles que controlam o saber e atribuem tarefas aos que executam o trabalho.

As classes dominantes pesquisam e elaboram conhecimentos científicos que são realizados na prática, no fazer, que é por eles controlado de acordo com os seus propósitos. Conforme nos descreve Kawamura 4, a consolidação da divisão entre a teoria e a prática está representada na Escola, uma das instituições de pesquisa e produção científica, concentrando nela o saber separado do trabalho anual.

Pode-se concluir desta forma que a Tecnologia consiste no Saber, ou seja conhecimentos científicos adquiridos mediante pesquisas e elaboração que serão executados na produção. 1. 4 Modernização Tecnológica no Brasil e Conflitos Sociais. A Industrialização iniciada nos anos 30 se consolida nos anos 50, que é reconhecido como o período chave da modernização Tecnológica com a chegada da PAGF 8 OF equipamentos (microeletrônica, raios laser e a informática), e novos modelos comportamentais vindos de parses centrais.

O acesso a estes equipamentos é possível apenas em camadas soclals rivilegiadas em grandes metrópoles, em detrimento às camadas pobres. Portanto, estudar a Tecnologia Educacional, significa buscar os vínculos entre a entrada destas tecnologias no processo produtivo, a atuação e implicações que a escola assume neste processo ideológico e político de nossa socledade.

Seguindo palavras de Kawamura 5, é importante destacar que o processo de concentrar e excluir a tecnologia de determinados grupos sociais não está em poder da Tecnologia em si, não é ela que assim determina, mas as relações sociais que orientam sua produção e utilização de acordo com interesses de grupos que ominam a sociedade, estes definem os limites em que os aparatos tecnológicos devem situar, em que direção a Tecnologia deve desenvolver-se no pais e a quem ela deve atender em primeiro lugar. . 5 Pol[ticas Educacionais no Brasil 1. 5. 1 Significação Desenvolvimentista da Educação Devido às grandes transformações no processo de trabalho frente às inovações Tecnológlcas, o Sistema Educacional Brasileiro encontra limites estruturais para se expandir: desde a impossibilidade material até a falta de recursos qualificados para atender esta nova ordem. constituir-se no centro da odernização cultural através da disseminação do conhecimento científico”.

Nos anos 30 é significativa a influência do IDORT – Instituto de Organização Racional do Trabalho, reelaborando e difundindo a doutrina da organização do trabalho nas empresas, nas escolas e na administração pública. Nos anos 50 0 ISEB – Instituto Superior dos Estudos Brasileiros, vem elaborar uma necessária modernização no discurso e na prática do governo, na vigência da Ideologia Nacional Desenvolvimentista Plena. Esta mobilização pretendia conquistar as camadas populares para o desenvolvimento consciente de que os benefícios vindouros, stavam intimamente ligados à elevação do nível de vida.

Os defensores desta idéia eram a burguesla moderna e os seus representantes intelectuais. A Educação passou a ser fundamental neste contexto, a partir do momento em que se desenvolveram estratégias de aperfeiçoamento de pessoal para concretizar o projeto desenvolvimentista. Em 1968 a presença de órgãos estrangeiros como a UNESCO – United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization, (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), na definição de nossas politicas educacionais, importando do exterior, contribu[ram

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