Desevolvimento economico local

M etodologia e Adaptações Curriculares Pós-graduação em Tecnologias e Matemática: práticas posslVeis Diretor Executivo Diretor Acadêmico Secretária Acadêmica Diretor Financeiro Coordenação Geral Coordenação Pedagó Mauricio Emerson N Osíris Manne Bastos Dirlei werle Bávaro Cássio Carneiro a to view nut*ge Dinamara Pereira Machado Joelson Juk EDitorA Coordenador Editorial Projeto Gráfico e Capa Programação Visual e Diagramação William Marlos da Costa Denise Pires Pierin Ana Lúcia Ehler Rodrigues Sandro Niemicz contexto brasileiro que tratam da interface Educação Matemática x Novas Tecnologias, ais perspectivas são ilustradas por praticas possivels de serem realizadas em salas de aula de diferentes níveis de ensino. Finalizamos o artigo abordando o papel da calculadora na sala de aula de matemática.

Esperamos que a leitura deste texto possa trazer subsídios para a reflexão e possibilite uma prática de sala de aula mais ativa. Palavras-chave: Educação Matemática; Novas Tecnologias; Calculadora; Internet. Introdução É inegável a influência das Novas Tecnologias de Informação e comunicaçaol (NTIC) no nosso cotidiano. Caixas eletrônicos, celulares, Ipads, mp3, mp4, uma lista já bastante xtensa e que cresce rapidamente. Todos estes artefatos computadorizados nos ajudam a nos comunicar e nos trazer informações, ainda que não necessariamente relevantes. O fato 1 Ainda que se encontre argumentos ao contrário, optamos em utilizar a expressão “Novas Tecnologias de Informação e Comunicação”.

Isto porque o termo Tecnologias, abrange uma gama de objetos, como o lápis, o caderno e o giz, por exemplo, e iremos nos reportar apenas ao computador e a calculadora. Lato Sensu é que as novas tecnologias estão presentes e aprender a utilizá-las é uma necessidade, seja para votar, seja para fazer compras, de tal orma que um indivíduo que nao possua habilidades para lidar com estes recursos é considerado excluído digitalmente. E-ste motivo, PAGF 35 acima, muito pouco se tem feito nas salas de aula em geral e na sala de aula de matemática em particular, no que se refere a incorporação das NTIC no cotidlano escolar. Raros são os exemplos de uso e raríssimos os exemplos de um bom uso.

Os motivos para isso são vários e passam pela falta de recursos, a burocratização da utilização dos laboratórios e a formação dos professores. Alguns destes fatores podem ser melhor entendidos se observarmos como se deu a introdução da nformática na educação. Este é o motivo pelo qual iniciamos o nosso artigo traçando uma rápida trajetória deste inicio. Disparado por esta trajetória passamos a discutir alguns motivos que levam o professor a não incorporar as NTIC em sua rotina. Finalizamos o artigo discorrendo sobre as duas perspectivas teóricas que discutem a relação “computador- ser-humano—conhecimento” que julgamos mais importantes no Brasil e passamos a tecer alguns comentários acerca da utilização da calculadora em sala de aula.

De um breve histórico aos motivos da (não) incorporação das tecnologias nas salas de aula de atemática De acordo com Almeida Moares (2000) data de 1971 0 primeiro projeto para se desenvolver um computador brasileiro. A Marinha brasileira, preocupada com a dependencia de Metodologia do Ensino de Matemática São Paulo. Este computador pesava mais de 100 quilos e possuia uma memória de 4 kb, capaz de armazenar cerca de 4 mil palavras. Ainda que datada de 1972 0 inicio de nossa inserção na fabricação desta nova Tecnologia, somente em 1979 damos os primeiros passos nos estudos das possibilidades dos computadores para a educação. Em 1979 é criada a SEI — Secretaria Especial de Informática, vinculada ao CSN – Conselho de Segurança Nacional, importante órgão militar da ditadura.

Com o objetivo de tornar a área de informática estratégica (MORAES, 1997) esta secretaria passa a viabilizar a inserção da informática em vários setores, entre eles a Educação. Em 1980, é criada uma Comissão Especial de Educação vinculada ao MEC – Ministério da Educação e Cultura e à SEI, uma Comissão Especial de Educação que ficou encarregada de gerar um documento com normas e diretrizes para a área de Informática na Educação. De acordo com Bovo e outros (2003), em 1981, com a finalidade de discutir e construir ubsidios teóricos para a geração deste documento é realizado o I Seminário Nacional de Informática na Educação promovido pelo MEC, SEI e CNPq – conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Entre os principais resultados de tal seminário encontra-se a recomendação de que as atividades da informática educativa sejam balizadas pelos valores culturais, sócio-políticos e pedagógicos da realidade brasileira; que o uso dos recursos computacionais não fosse considerado uma nova pa frentar os problemas de projetos-piloto de caráter experimental com implantação limitada, objetivando a ealização de pesquisa sobre a utilização da Informática no processo educacional. A este seguiram-se outros seminários reunindo pesquisadores de diversas áreas que, Emerson Rolkouski de um modo geral recomendaram uma maior participação das universidades nas atividades dos núcleos de estudo de informática educativa; que os computadores fossem um meio auxlliar do processo educacional, devendo se submeter aos fins da educação e não determiná-los; que não deveriam se restringir a uma área de ensino específica e que fosse priorizado a formação do professor.

Em 1983, como objetivo de realizar estudos e experiencias em Informática na Educação, bem como formar recursos humanos para o ensino e pesquisa na área, é criado o EDUCOM – Educação com Computadores. Dentre as pnncpais ações do EDUCOM podemos citar a criação de cinco centros-piloto, com a participação de IES – Instituições de Ensino Superior de várias regiões do país. Dentre estes centros destacamos o NIED – Núcleo de Informática Aplicada a Educação da UNICAMP Universidade Estadual de Campinas. Este núcleo, ainda em atividade, inicia seus trabalhos dedicando-se às potencialidades da linguagem LOGO para a a Educação, sobre a qual trataremos com maiores etalhes posteriormente.

Subsidiado pelo Programa de Ação Imediata em Informática na Educação de 1 986, cujos objetivos contempla ao de PAGF s 5 Programa Nacional de Informática na Educação. De acordo com o site do programa (http://www. proinfo. mec. gov. br/): O programa Nacional de Informática na Educação (Prolnfo) é um programa educacional criado pela Portaria N. 522,’MEC, de 9 de abril de 1997, para promover o uso pedagógico da informática na rede pública de ensino fundamental e médio. O Programa é desenvolvido pela Secretaria de Educação à Distância (SEED), por melo do Departamento de Infra-estrutura Tecnológica (DITEC), em parceria com as Secretarias de Educação Estaduais e Municipais. O Programa funciona de forma descentralizada.

Sua coordenação é de responsabilidade federal e a operacionalização é conduzida pelos Estados e Municípios. práticas possíveis É sob a égide deste Programa que a maior parte das ações governamentais com relação a informática na educação brasileira tem se dado. Desta maneira, vários pesquisadores como Bovo (2004) vem se dedicando a estudar estas ações com o objetivo maior de identificar os motivos pelos quais, apesar dos altos investimentos, ainda pouco impacto se tem otado nas salas de aula. Estes pesquisadores dest PAGF 6 35 diretores de escolas. Ainda há um grande receio na utilização dos laboratorios pelos diretores de escola, que temem ser responsabilizados pelo mal uso ou por eventuais estragos que os alunos podem ocasionar.

Cientes da necessidade de se incorporar as NTIC nas salas de aula, é muito importante desenvolver argumentos sólidos que desmistifiquem o laboratório. O primeiro deles diz respeito ao estrago ocasionado pelo uso. Um computador que há dois anos custou R$ 2000,00, atualmente não conseguirá ser vendido por mais de R$ 200,00. Tal é a desvalorização dos recursos ecnologicos dada a rapidez com que tais equipamentos são atualizados e softwares são criados, gerando a necessidade de computadores sempre mais potentes. Ora, isto nos leva a perceber que, uma sala de informática, mesmo sem uso, em pouco mais de 5 anos, terá que ser totalmente substituida.

Além disso, há uma crença de que em uma sala de aula com computadores os alunos ficam dispersos, sendo necessário portanto, um projeto especifico para seu uso. Não se observa, porém, que em uma sala de aula sem computadores os alunos também se dispersam. Ainda que possa haver garantia de silencio não é possível garantir atenção de todos em uma aula expositiva, por exemplo. Um incorporação efetiva da informatica no cotidiano escolar, somente será possível, quando o laboratorio de informatica tiver o mesmo status de que goz a com PAGF 7 5 professores. Como constatamos, os estudos acerca das potencialidades da informática educativa são recentes.

Ainda mais recente é a introdução de disciplinas relacionadas a informática nos cursos de formação inicial de professores, em particular nas Licenciaturas em Matemática, o que nos leva a afirmar que a maior parte dos professores que hoje atuam nas escolas nunca tiveram ontato com um conhecimento sistematizado neste sentido. Este quadro aponta para uma necessidade de grandes investimentos na formação continuada de professores. Reconhecemos, ainda que não possamos generalizar tal afirmação, que há um grande esforço para a formação continuada de professores, seja no ambito federal, como estadual e municipal. Por outro lado, dificilmente este esforço ultrapassa o modelo de cursos de capacitação de curta duração. Penteado (2004) problematiza este modelo ressaltando que. Cada curso é uma turma nova, e nem sempre são professores de uma mesma escola.

Isso impede a criação de vínculo a constituição de um espaço para reflexão e discussão dos problemas encontrados quando se utiliza TIC na sala de aula. Em geral são cursos com duração média de 30 horas que não garantem, após sua conclusão, uma continuidade na interação entre a turma. Isso supre parte da necessidade dos professores. Eles passam a conhecer alguns softwares e possíveis formas de utilizá-los em atividades didáticas. Mas muitas questões surgem quando retornam cola e tentam colocar em PAGF 8 5 (PENTEADO, p. 285, 2004) Das considerações acima podemos traçar um panorama da informática educativa no contexto brasileiro. Pode-se constatar que á um grande esforço dos programas oficiais práticas poss(veis para a incorporação da informática na escola brasileira.

Por outro lado, o modelo de formação que temos observado ainda deixa a desejar, além disso, esbarra-se em problemas locais, como, por exemplo, a burocratização da sala da informática. O quadro esboçado reflete-se diretamente na sala de aula e na relação do professor com o computador e suas possibilidades de uso em seu ambiente de trabalho, assunto sobre o qual discorreremos a seguir. Afora os esforços governamentais e as medidas de compra de equipamentos há que se considerar que não se trata apenas a introdução de um novo equipamento que facilmente pode ser adaptado à realidade de sala de aula, mas sim de um novo ator que exige uma mudança radical no trabalho do professor.

Quando o professor decide levar seus alunos a um laboratório de informática toda uma série de dúvidas começam a povoar seus pensamentos: Conseguirei responder a todas as dúvidas que os alunos tive o do perguntas dos alunos na hora; • não precisa de livro para dar aula; • consegue manter a disciplina. para que não acreditemos que somente na área da educação temos estes problemas, consideremos também que antigamente um om médico era aquele que jamais abria um livro na frente do paciente. Infelizmente este imaginário em nada ajuda a desenvolver nos alunos atitudes autonomas de busca pelo conhecimento. Talvez há muitos anos fosse possível a um professor conseguir responder a muitas das perguntas de seus alunos sem abrir um livro, talvez fosse possível também a um médico resolver toEmerson Rolkouski dos os problemas de seus pacientes na hora, sem consultar um livro.

Atualmente, o conhecimento se ampliou de um modo tal que é absolutamente impossível que um professor responda de imediato de maneira honesta a todas as perguntas de eus alunos, ao mesmo tempo que ao médico não é possível acompanhar todas as pesquisas médicas de sua área a ponto de conseguir um diagnostico preciso de todas as patologias que lhes são apresentadas diariamente sem que necessite recorrer a um livro ou a sites e softwares próprios. Quando levamos os alunos para o laboratorio de informatica, de modo geral, abrimos mão da aula expositiva. Em uma aula expositiva e com pouco ou nenhum diálogo o professor se sente seguro, pois domina o conteúdo preparado naquela aula. Ao inserir o computador as perguntas inevitavelmente surgirão e não menos inevitáveis serão o

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