Resumo do texto: a antropologia no quadro das ciências. in: relativizando: uma introdução à antropologia social

Da MATTA. Roberto. “A antropologia no quadro das ciências”. n: Relativizando: Uma introdução à antropologia social. Rio de Janeiro: Rocco, 1987. Roberto Da Matta visa através do texto, como fica explícito em seu título, situar a antropologia no panorama científico. Para realizar tal empreitada teórica, ele busca, primeiramente, estabelecer uma relação, e principalmente uma diferenciação, entre as ciências “naturais” e as “sociais” onde o autor nos mostra que a diferença básic repetição dos evento at OF2 condições de control ato ” Swip next page sociais.

Entretanto h nas ciências sociais possibilidade de m determinadas do nas ciências Matta julga crucial: nômenos que estão bem perto de nós, pois pretendemos estudar eventos humanos, fatos que nos pertencem integralmente. ” Com isso ele quer dizer que nas ciências humanas pode existir interação entre o pesquisador e o seu objeto de estudo.

Mas ao construir seu argumento o autor acaba por preterir as ciências naturais, como fica evidente em seu argumento: “Na maioria dos casos, o cientista natural resolve um problema simplesmente para criar tecnologias indesejáveis e, a longo prazo, mortíferas e daninhas o próprio ser humano”, contradizendo assim o titulo de seu livro. Para “melhor definir um lugar para a Antropologia Social”, são apresentados, no texto, os outros ramos da antropologia.

São eles a Antropologia Biológica, que se d dedica a estudar as “diferenciações humanas utilizando se de esquemas estatísticos… por exemplo, a evolução do cérebro ou do aparato nervoso e ósseo utilizado para andar. ” e a Arqueologia que estuda as sociedades do passado através dos vestígios materiais por elas deixados. Por fim fala da Antropologia Social omo “o estudo do Homem enquanto produtor e transformador da natureza. E mais que isso: a visão do Homem enquanto membro de uma sociedade e de um dado sistema de valores. O autor ainda desconstrói uma visão enraizada no senso comum de nossa cultura da relação entre os planos biológico e sociocultural: a idéia de oposição entre o homem e a natureza, o argumento de que a cultura desenvolve-se em oposição ? natureza como reação as hostilidades do meio. Para desmistificar tal falácia é argumentado que a cultura não se desenvolve somente como reação à natureza, mas em conjunto com a esma, pois enquanto o homem desenvolvia-se fisiologicamente também a cultura evoluía: a fala, os símbolos e as primeiras regras soclals.

Para finalizar o autor conceitua a relação entre cultura e sociedade através da metáfora do teatro onde a cultura representa o roteiro, ou seja, uma série de valores e idéias já pré- estabelecidas e a sociedade representa o palco, a materialização desses valores e idéias muito embora essa materialização não seja igual a idealização, ou como o autor coloca: “uma reflete na outra, uma é espelho da outra, mas nunca pode representar integralmente a outra”.

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