Qualidade de vida nas organizações de ensino

UNIVERSIDADE BANDEIRANTE DE SÃO PAULO MARCELO PORTUGAL BASILE A QUALIDADE DE VIDA NAS ORGANIZAÇÕES DE ENSINO E O REFLEXO NOS RESULTADOS São Paulo 201 1 Pós-Graduaç¿o Lato Sensu em Docência do Ensino Superior A QUALIDADE DE VID ENSINO E O REFLEXO Monografia apresent certificação de espec 2 os p obtenção da curso de Pós- Graduação (Lato Sensu) em Docência do Ensino Superior, da Universidade Bandeirante de São Paulo – UNIBAN Brasil, sob a orientação da Prof. Dr. Soraya Jarrouche Orra. 011 Marcelo Portugal Basile Orientações: Qualidade de Vida nas Organizações de Ensino e o Reflexo nos Resultados Docente Durante o Trabalho em Sala de Aula / Marcelo Portugal Basile 2011. Monografia (pós-graduação) – Universidade Bandeirante de São curso de Pós-Graduação (Lato Sensu) em Docência do Ensino Superior, da Universidade Bandeirante de São Paulo – UNIBAN Brasil, sob a orientação da ProF. Dra. Soraya Jarrouche Orra BANCA EXAMINADORA ProPDra. Soraya Jarrouche Orra ProP. Dra. Fernanda Pinheiro Mazzante ProPMs.

Laércio Oliveira Neves São Paulo, 12 de novembro de 2011. DEDICATÓRIA Aos meus queridos e amados pais – Aulus e Maria Apparecida, responsáveis pela minha existência, pois sem eles jamais poderia onstruir minha jornada. n Memória de Elisa Bertulucci Portugal e Elizabeth Basile, avós queridas, dotadas da escola da vida, cujo partiram deste para um plano de sabedoria superior. Para minha esposa Simone, àquela que me ajuda a construir as pilastras de minha jornada e com ela venho aprendendo cada vez mais todos os dias.

Para minhas filhas Vitória e Sophia, verdadeiros anjos que caíram do céu, pelo carinho e amor, que me aquece a alma, me anima e me impulsiona a um caminhar constante, na busca de novos conhecimentos e de novas possibilidades. E para todos os homens dotados de comprometimento com Ensinar e com o Aprender, nos diversos saberes, espaços e tempos, de luta por uma educa ão erfeita e democrática. 62 pelas práticas que desmistificam os caminhos de uma pedagogia elitista, transformando-a e tornando-a possível a toda sociedade.

A Prof. Dra. Fernanda Pinheiro Mazzante, pelo exemplo de postura e compromisso ético à nossa formação. A ProFMs. Daniela A. R. Bartholo, pelo incentivo e orientação para o comprometimento com o saber, ilustrando a importância dessa formação. A minha esposa pela compreensão e incentivo, em todos os meus momentos, alegres ou tristes e de impaciência. As minhas filhas, familiares e amigos, pela compreensão nas frequentes ausências, pela ajuda, incentivo e apoio no decorrer desta caminhada.

E, especialmente, a Idely, Thays, Leandro e Nivaldo, companheiros de sala de aula e grupo de estudo, por todos os gestos e palavras de incentivo, que me alimentaram a alma e muito me ajudaram nesta caminhada. “Se a educação for desligada das causas históricas, ela se tornará apenas exercício da vontade e do desenvolvimento individual, o que é incompreensível: Como é que o indivíduo pode pretender reconstruir, por meio do único esforço da sua reflexão privada, o ue não é obra do pensamento individual?

O indivíduo só poderá agir na medida em que aprender a conhecer o contexto em que está inserido, e saber quais são suas origens e as condições de que depende. E não poderá sabê-lo sem ir à escola, começando por observar a matéria bruta que está lá representada”. Émile Durkheim RESUMO Muitos empresários estão ue melhorar a qualidade Silvana, 2008). Essa é a principal função da QVT (Qualidade de Vida Total), baseada em dois aspectos importantes: o bem-estar do trabalhador e a eficácia organizacional (FERNANDES, Eda conte, 1996).

Um programa adequado de QVT busca uma organização mais humanizada e proporciona condições de desenvolvimento pessoal ao indivíduo. Hoje, os profissionais estão submetidos à pressão, com o aumento da competitividade provocada pelas transformações da economia mundial, inovações tecnológicas e globalização dos mercados, onde ocorreram grandes processos de mudanças nas organizações, visando melhorar as condições de competitividade, lucratividade e qualidade dos produtos e serviços (ww. vv. rhportal. com. r/artigos – Qualidade de Vida, em 02/06/2011, as 21 h30). As empresas, ao conceberem um programa de qualidade, percebem que o mesmo não será Implantado com sucesso se não houver um efetivo envolvimento e participação dos funcionários atuando com satisfação e motivação para a realização de suas atividades. o principal motivo alegado para as empresas brasileiras investirem em programas de qualidade de vida é exatamente aumentar a produtividade da companhia. Manter a capacidade de trabalho e reduzir o número de faltas.

Essas três são as mais citadas em todo mundo. Nos dias atuais, investir em seu capital humano é retorno garantido para a mpresa. Vivemos em um mundo globalizado, mais prático, mais ativo, porém seus habitantes estão envelhecendo, são mais estressados, adoecem mais. É importante ressaltar que qualidade de vida no trabalho é trabalhar com alguém, para alguém, fazendo o que se gosta, enfrentando questões sérias e lutando por direitos e deveres. Neste trabalho é discutido como a empresa tem que 4 62 questões sérias e lutando por direitos e deveres.

Neste trabalho é discutido como a empresa tem que ser um bom ambiente de trabalho e que os funcionários precisam estar comprometidos com o negócio. Qualidade de vida é trabalhar onde se quer, onde se sente bem com transparência nas relações internas, equilíbrio econômico e criatividade. ” “Eu sou Marcelo p. Basile, Pós-Graduando em Docência do Ensino Superior em Educação, pela Uniban”. Palavras-chave: Saúde do trabalhador. Esgotamento profissional. Saude mental. Ambiente de trabalho.

Docente. ABSTRACT Many business owners are realizing that Improving the quality of life of its employees and their families makes the company more healthy, productive and competitive (Barbosa, Silvana Ferreira, 2008). This is the main function of QWL (Quality of Cife Total), ased on two important aspects: the welfare ofthe employee and organizational effectiveness (FERNANDES, Eda Conte, 1996). A suitable program for QVT search a more humane conditions and provide the individual personal development.

Today, professionals are under pressure, With increased competition brought about by changes in the global economy, technological innovation and globalization of markets, where there have been major change processes in organizations, in order to improve the competitiveness, profitability and quality of products and services (www. rhportal. com. br / articles – Quality of Cife, 02/06/2011, 21:30). Companies, when designing a quality program, realize that it Will not be successfully implemented if there is an effective involvement and participation of employees working with satisfaction and motivation to carry out their atividades.

O main reason for Brazilia s 2 satisfaction and motivation to carry out their atividades. o man reason for Brazilian companies to invest programs on quality of life is just increase company productivity. Maintain the ability to work and reduce the number of faults. These are the three most cited worldwide. Nowadays, investing in human capital is guaranteed return for the company. We live in a globalized world, more practical, more active, but its inhabitants are aging, are more stressed, get sick more.

Importantly, quality of work Ife is to work with someone, for someone doing What you love, facing serious issues and fighting for rights and duties. This paper discussed how the company has to be a good working environment and that employees must be committed to the business. “Quality of Ife is to work where they want, where you can feel good about transparency in internal relations, economic balance and creativity. ” “l am Marcelo P. Basile, Graduate Student Teaching in Higher Education in Education, by Uniban. ” Keywords: Occupational health. Burnout. Mental health.

Workenvironment. Teacher. SUMARIO 1. Introdução. 2. Materiais e 4 3. Objetivos. 5 4. 1 4. 2 Específicos 6 62 Específicos… — . . 4. Desenvolvimento………………………. 6 5. Profissão Docente. • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 9 6. 3. 1 0 profissional trabalhador e o professor em questão… … …. ….. …. … 6. 3. 2 Professor.. „ 13 6. 3. 3 Aluno 6. Estresse – Conceito………… 14 7. . 4 Origem do Estresse… 7. 3. 5 Tipos de Estressares: O que é um ….. 24 7. 3. 6 Estresse do Professor . 7.

Síndrome de .. 31 8. 3. 7 Apresentação e análise dos resultados da pesquisa de … 33 campo…. 8. 3. 8 Dados de pesquisa …. 36 8. Considerações Finais. 9. Referências Bibliográficas… „ I. Parte inferior do formulário 1. INTRODUÇAO É de conhecimento de todos que no Brasil, nas últimas décadas, o cenário de rápidas e cont[nuas transformaçóes nas organizações provocou aumento da competitividade e, tendo como consequência, a necessidade de revisão dos paradigmas e gestão e das estratégias de inserção e manutenção nesse contexto turbulento e mutável. ANSOFF, H. 1. , 1977) Aspectos ético-legais, ergonômicos, de saúde e segurança, entre outros, foram sendo implantados e atualizados segundo as novas demandas advindas do processo e das relações de trabalho. A problemática vivenciada pelo homem trabalhador tem sido cada vez mais estudada, epara dar conta da sua prevenção, áreas da ciência envolveram-se com o estudo da qualidade de vida no trabalho.

Ciências exatas, humanas, sociais e da saúde contribuíram para que a harmonia e o equilbrio na relação omem-trabalho pudessem ser alcançados. Hoje, todas as áreas das ciências dedicam-se a investigar a vida no trabalho para agregar a ela mais qualidade, entendendo-a como a uma variável que contempla dimensões impregnadas da subjetividade humana. (Portal RH, 2007) Chiavenato (2010) demonstra a relação entre a competitividade das empresas e a produtividade dizendo que ambas tem que passar pela QVT – Qualidade de Vida Total.

Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi realizar um estudo de caso em um ambiente educacional, com foco na área de Qualidade de Vida, de forma a identificar o nível de qualidade de vida no rabalho, sob a forma de uma análise da situação da empresa no que se refere à aplicação de programas de qualidade de vida para a melhoria do bem estar coletivo, identificado refere à aplicação de programas de qualidade de vida para a melhoria do bem estar coletivo, identificado através da verificação das condições de trabalho oferecidas pela empresa, bem como a incerta satisfação dos colaboradores diante destas.

Existe a percepção de que a gestão da qualidade de vida no trabalho possa ser tanto mais eficaz quanto maior a correlação entre as politicas e ações para melhoria da Qualidade de Vida no Trabalho e nas necessidades e expectativas dos trabalhadores. 2 Sabe-se que, de modo geral, as organizações empresariais e de ensino apresentam políticas e ações para GQVT, contudo questiona-se a coerência, a efetividade e a efetividade das mesmas, quando elas são planejadas, propostas e implantadas sem fundamentar-se em um diagnóstico que retrate o que o trabalhador entende por QVT e que necessidades e expectativas ele quer ver atendidas.

Conforme Karl Marx, primeiro pensador econômico que criticou a dinâmica do modelo capitalista, no século XIX, “o desenvolvimento da economia capitalista foi capaz de determinar ma curiosa situação: mesmo produzindo riquezas em um patamar astronômico, o capitalismo ainda estava cercado por desigualdades que indicavam a diferença social e econômica das classes burguesa e operária. Assim, muitos intelectuais responderam a essa contradição com explicações ou propostas que resolveriam, em tese, tal discrepância. Foi nesse momento que Karl Marx apontou e denominou esse fato como “abismo econômico”, explicando-o pela teoria da mais- valia. Segundo Marx, a miséria crescia no mundo capitalista mediante os baixos salários oferecidos aos operários. Mais do que uma simples opção, o baixo salário era parte integrante dos instrumentos qu operários. Mais do que uma simples opção, o baixo salário era parte integrante dos instrumentos que garantiam os lucros almejados pela empresa.

Sendo assim, Marx indicou que o salário destinado a um trabalhador poderia ser pago com as riquezas que ele produz, por exemplo, ao longo de dez dias de um mês. Contudo, segundo o contrato de trabalho, o operário seria obrigado a cumprir os demais vinte dias restantes para receber o seu salário de forma integral. Dessa forma, o dono da empresa agana o valor equivalente há dez dias trabalhado e receberia gratuitamente a riqueza produzida nos vinte dias restantes. Se formos ilustrar o que Karl Marx dizia, temos: suponhamos que um funcionário leve 2 horas para fabricar um par de calçados.

Nesse período, ele produz o suficiente para pagar todo o seu trabalho. Mas, mesmo assim, ele permanece mais tempo na fábrica, produzindo mais de um par de calçados e recebendo o equivalente à confecção de apenas um. Em uma jornada de8 horas, por exemplo, são produzidos 4 pares de calçados. O custo de cada par continua o mesmo, assim também como o salário do roletário. Com isso, conclui-se queele trabalha 6 horas de graça, reduzindo o custo do produto e aumentando os lucros do patrão.

Esse valora mais (mais-valia) é apropriado pelo capitalista e constitui o que Karl Marx 3 chama de “Mais-valia Absoluta”. Além de o funcionário permanecer mais tempo na fábrica, o patrão pode aumentar a produtividade com a aplicação de tecnologia. Dessa forma, o funcionário produz ainda mais, porém o seu salário não aumenta na mesma proporção. Surge assim, a “Mais-valia Relativa”. Com esse conceito Marx define a exploração capitalista. A exposição dessa teoria f 0 DF 62

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