Saúde, trabalho e meio ambiente

com modelos de desenvolvimento, de produção, de politicas, com o homem e com a natureza.

Procuramos também abordar a necessidade de constituir alianças com os setores progressistas comprometidos com a defesa de uma melhor qualidade de vida, investindo na perspectiva de que os trabalhadores assumam o seu papel na sociedade e coloquem a sua organização a serviço de uma causa que não é só sua, mas de todas as espécies vivas do planeta, pois nao são apenas os governos, os partidos políticos, os técnicos ou os movimentos ecológicos que são desafiados a enfrentar esta questão e sim o conjunto de cidadãos o planeta, principalmente aqueles organizados em movimentos sociais.

Eé justamente nesse grupo que se encontram os sindicatos. É preciso, a partir da organização no I Saúde, trabalho e meio ambiente Premium By lino I uapTa 02, 2011 21 pagos SAUDE, CONDIÇOES DE TRABALHO EO MEIO AMBIENTE Domingos Lino Meio Ambiente e Movimentos Sociais De Estocolmo ao local de trabalho Com a realização, no ano de 1992, da ECO 92 ou RIO 92 ou ainda IJNCED 92 (Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento) os termos Meio Ambiente e Ecologia têm sido ‘Vendidos” para a sociedade como produto da moda para erem consumidos.

O movimento sindical, desde o final dos anos oitenta, vem incorporando esta discussão ao seu dia a dia, no entanto, to vien tanto alguns dirigent perguntado: O que n Neste sentido, procu a questão ambiental tentando mostrar co 1 Sw. p view next page uitas vezes têm a ver com isto? xposição abordando lidade de vida, biental e sua relação local de trabalho, construir alianças com os movimentos sociais e organizar a luta para fora dos portões das fábricas por uma vida melhor. O que é meio ambiente? É a interação do conjunto de elementos naturais, artificiais e ulturais que proporcionam o desenvolvimento equilibrado da vida humana.

Ecologia Vem do grego oikos = casa, lar, espaço onde vivemos; mais logia = conhecimento. É a parte da biologia que estuda as relações entre os seres vivos e o meio ou ambiente em que vivem. (Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa) Ambientalistas/Ecólogos/Ecologistas O termo ambientalista tem estreita vinculação com o termo ecólogo; no entanto, há uma distinção entre os dois termos, uma vez que o ambientalista está relacionado com o movimento social e o ecólogo difere do ambientalista no que diz respeito ao ível de envolvimento com as questões ambientais.

Enquanto o ecólogo é o cientista que estuda a ecologia, o ambientalista é um adepto da causa social ou do movimento que o “identifica com a harmonização da sociedade com a natureza, da coletividade com o individuo e do homem com o seu corpo” O termo ambientalista diz respeito à pessoa que entende o seu meio ambiente e usa esse entendimento para colaborar na gestão do nosso planeta.

Essa gestão envolve alterações nos estilos de vida e nos modos de consumo, ações políticas que exerçam pressões voltadas para a mudança de hábitos poluidores de modos de produção com impacto ambiental negativo e, ainda, mobilização da sociedade e das populações para a criação e aprovação de leis ambientais às quais possam recorrer os cidadãos para tratar de crimes ambientais. Numa visão genérica, ambientalistas são todos os qu 21 os cidadãos para tratar de crimes ambientais.

Numa visão genérica, ambientalistas são todos os que se interessam ou se preocupam com as questões ambientais; em uma perspectiva mais específica, refere-se àqueles que efetivamente realizam ações voltadas para a preservação ambiental, principalmente ações de natureza sociopolítica. Os resultados decorrentes da atuação dos ambientalistas e a percepção dessa intervenção conduzem à formação de determinados significados que podem influenciar a interação socialmente desejável do homem com o ambiente.

ESTOCOLMO 72 – ECO-72 – UNCHE-72, United Nations conference Human Environment No final dos anos 60 e início dos anos 70 (antes da crise do petróleo), pesquisas e estudos de diversas instituições, já continham uma preocupação com a sobrevivência do planeta e com a crise ambiental que se anunciava. Em 1968, o desastre ecológico ocorrido na baía de Minamata, em

Kumamoto no Japão, provocado pela indústria química Chiso, que lançava metal-mercúrio em suas águas, contaminando trabalhadores, pescadores e moradores, provocando a morte de mais de três mil pessoas, veio a público tornando-se mundialmente conhecido, provocando reflexões sobre a própria industrialização e suas conseqüências e motivou a proposta sueca para que a Organização das Nações Unidas – ONU realizasse uma conferência geral sobre o meio ambiente humano. PROPOS AS APRESENTADAS NA CINCHE Duas propostas, que demonstram a forma como era pensada a questão ambiental e como resolvê-las. Crescimento Demográfico Zero (Gareth Hardin) Hardin defendia que qualidade de vida se degradava por causa da pressão demográfica e ilustrava sua visão utilizando duas f qualidade de vida se degradava por causa da pressão demográfica e ilustrava sua visão utilizando duas figuras: a) Pastores nos pastos: os pastores que usam pastos comunais precisam encontrar um tamanho ótimo para seus rebanhos, resolvendo assim, a contradição entre o interesse particular de cada pastor em expandir o seu rebanho e a limitação física do pasto, que não podia ser destruído. ) Bote salva-vidas: acentuava a idéia de lotação esgotada; se um bote cabem 10 pessoas, 10 pessoas nele se salvam, mas a subida da 1 1 a ao bote fará com que todos afundem. Na concepção de Hardin, a população do terceiro mundo era o 1 10 passageiro, que ameaçava a segurança e sobrevivência do planeta com seu crescimento demográfico incontido e propunha o fim radical de qualquer política de ajuda do primeiro mundo ao terceiro mundo. Esta proposta de solução permite supor que o autor acreditasse que, abandonados à sua própria sorte, altas taxas de mortalidade contrabalançariam a natalidade exagerada. – Crescimento Econômico Zero A proposta de crescimento econômico zero, conhecida como Relatório Meadows (limite ao crescimento) realizado pela equipe do Profu Meadows, do MIT (Massachussets Institute of Techinology), atentava para a preocupação com as principais tendências do ecossistema mundial, extraídas de um modelo global articulando cinco parâmetros: industrialização acelerada, forte crescimento populacional, insuficiência crescente da produção de alimentos, esgotamento dos recursos naturais não-renováveis e degradação irreversível do meio ambiente.

Resultados de pesquisas e simulações demonstram que o elatório descrevia um quadro de catástrofe ambiental mundial, 4 21 simulações demonstram que o relatório descrevia um quadro de catástrofe ambiental mundial, causada pelo crescimento demográfico somado ao crescimento da produção e a disseminação de padrões de consumo primeiro-mundistas pelos países em desenvolvimento, o que pressionaria um consumo de recursos naturais até a sua exaustão.

O referido relatório denunciava que o crescente consumo mundial ocasionaria um limite de crescimento e um poss[vel colapso do ecossistema global, prevendo que o planeta não sobreviveria a mais do que uatro gerações se fossem mantidos os níveis de crescimento então vigentes, propondo então o congelamento da produção nos níveis existentes.

Vivendo seu período de “milagre econômico”, tornando-se a oitava economia mundial e reivindicando um processo de arrancada em direção ao desenvolvimento, as delegações do Brasil e do Grupo dos 77 (bancada do terceiro mundo) presentes nas rodadas de discussão que antecederam ESTOCOLMO 72 e durante a UNCHE, se posicionaram contra a proposta de congelamento do crescimento econômico.

A SOCIEDADE CIVIL Os Ecologistas No contexto das discussões paralelas, o desastre de Minamata stimulou no movimento ambientalista europeu, que então se organizava, uma critica ao industrialismo do mundo moderno. A expansão irracional da produção industrial ligada a um consumo desenfreado era o grande responsável pela crise ecológica que se configurava não apenas na degradação da natureza, mas nas doenças degenerativas que também causavam.

No texto “Manifesto pela sobrevivência” de 1972, ecologistas ingleses insistiam que um aumento indefinido de demanda não pode ser sustentado por recursos finitos e propunham co indefinido de demanda não pode ser sustentado por recursos initos e propunham como substituta à sociedade industrial irracional e doentia, a construção da sociedade estável. Em lugar do simples congelamento da produção, sugeriam uma mudança na estrutura sócio-econômlca; a sociedade nova sena sustentável, previsível e democrática.

Os ecologistas criticavam o industrialismo e não o capitalismo, para englobar, na sua cr[tica, também o mundo do “socialismo real” igualmente orientado pelo industrialismo. Eco-Socialistas: Ainda no contexto das discussões paralelas à UNCHE houve na França, em 72, um seminário intitulado Ecologia e Revolução, no ual os eco-sociallstas dirigiam suas criticas ao capitalismo, do qual o industrialismo é uma consequência. Diziam ser impossível salvar a terra, como a UNCHE pretendia, enquanto a estrutura capitalista permanecesse de pé e afirmava que a ecologia era o caminho atual para a construção do socialismo.

RESOLUÇÕES Os temas meio-ambiente e desenvolvimento apareceram como conflitantes, registrando nos seus documentos finais a tentativa de vir a torná-los compatíveis: a) o princípio 8 declara ser o desenvolvimento econômico e social indispensável para assegurar ao homem um meio ambiente avorável à sua vida e seu trabalho; b) o principio 9 afirma serem as condições de subdesenvolvimento as causas dos problemas ambientais e advoga como solução, a transferência de recursos e de tecnologia para o terceiro mundo.

De concreto foi obtido o seguinte saldo: 1 – Criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNIJMA); 2 – Uma declaração contendo 26 princípios ambientais e um plano de ação com 109 recomendações; 3 Uma declaração contendo 26 princípios ambientais e um plano de ação com 109 recomendações; 3- Incentivou a criação de ministérios e departamentos de meio mbiente no mundo todo, no Brasil foi criada a SEMA (Secretaria Especial do Meio Ambiente), vinculada ao Ministério do Interior. – Condenou o uso e testes de bombas nucleares; 5 – Recomendou o fim de descargas tóxicas no ambiente; 6 – Fim das contaminações dos mares; 7 – Defesa da transferência de tecnologia e de recursos financeiros dos países ricos aos pobres. A Conferência de Estocolmo refletiu a preocupação, sobretudo do mundo desenvolvido com a vulnerabilidade dos ecossistemas naturais. Sua ênfase estava nos aspectos técnicos da contaminação provocada pela industrialização acelerada, ela explosão demográfica e pela expansão do crescimento urbano. Pode-se afirmar que o tom predominante foi a polêmica entre países ricos e países pobres.

Em verdade, a agenda da Conferência ressaltava temas e objetivos de interesse dos países industrializados, e o Brasil foi um dos países a liderar uma resistência de terceiro-mundistas, sob o argumento de que precisamos de desenvolvimento e não de controle ambiental, e de que se a poluição é inevitável, que venha a poluição. Chamavam a atenção para o fato de os desenvolvidos proporem controle ao crescimento econômico após terem atingido altos iVeis de crescimento e de degradação de seus próprios recursos. Diziam que os ricos queriam manipular o crescimento dos pobres com argumentos ecológicos.

Apesar dos conflitos, a Conferência teve repercussões mundiais, desencadeando outras conferências internacionais, a criação de diversas agências Internacionais voltadas pa desencadeando outras conferências Internacionais, a criação de diversas agências internacionais voltadas para o assunto, de órgãos ou ministérios ambientais em muitos países, de milhares de organizações nao-governamentais e a organização de partidos verdes em numerosos países. MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVE Já em 1973 0 conceito de ecodesenvolvimento é usado pela primeira vez para caracterizar uma concepção alternativa de desenvolvimento.

O prof. Ignacy Sachs é um dos principais responsáveis pela formulação dos princípios básicos dessa nova perspectiva de desenvolvimento. Esses princípios podem ser sintetizados como: a) a satisfação das necessidades básicas da população; b) a solidariedade com as gerações futuras; c) a participação da população envolvida; d) a preservação dos recursos naturais e do meio ambiente em geral; e) a elaboração e um sistema social que garanta emprego, segurança social e respeito a outras culturas; e f) programas de educação.

O conceito enfatiza ainda sua oposição aos modelos de crescimento imitativos, à importação de tecnologias inadequadas e a promoção da autonomia das populações envolvidas, de forma a superar a dependência cultural aos referenciais externos. Caracteriza-se, enfim, como uma estratégia multidimensional e articulada de dinamização econômica, sensível à degradação ambiental e à marginalização social, cultural e politica das populações consideradas. A Declaração de Cocoyoc, em 1974, é outro documento marcante no debate sobre desenvolvimento e meio ambiente.

Foi o resultado de uma reunião do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas – PNUD e da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio das Nações Unidas – PNUD e da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento – IJNCTAD. Na reunião, a expressão “desenvolvimento sustentável” apareceu nos documentos dos encontros e avançou sobre o modelo sugerido por Sachs, trazendo à discussão a conexão existente entre explosão populacional, pobreza, degradação e a responsabilidade os países desenvolvidos com esses problemas, devido a seu elevado nível de consumo, desperdício e poluição.

Desde então a expressão “desenvolvimento sustentável” vem se firmando no vocabulário ambiental para designar a conciliação entre a preservação ambiental e a produção econômica, transformando-se em conceito-chave do Relatório Brundtland ou “Nosso Futuro Comum”, publicado em 87 e que serviu de base para as discussões preparatórias à RIO-92. O conceito de desenvolvimento sustentável tem três componentes: ecológico, econômico e social e incorpora princípios que não estão compreendidos na idéia de ustentabilidade.

Trata-se, assim, de combinar em um modelo desejável de sociedade valores ecológicos (sustentabilidade, preservação do mundo natural por si mesmo, etc. ), econômicos (eficiência, satisfação das necessidades e aspirações humanas, etc. ) e sociais (justiça distributiva, liberdade de gênero, etc. ). A noção de sustentabilidade é básica para o pensamento ecológico.

As atividades humanas não devem sobrecarregar as funções ambientais, nem deteriorar a qualidade ambiental do nosso mundo. O meio ambiente compreende o conjunto de valores naturais, sociais e culturais existentes em um local e um omento determinado, que influenciam a vida do homem e nas gerações futuras. RIO 92 – ECO/92 – UNCED/92 – United Na que influenciam a vida do homem e nas gerações futuras. RIO 92 – ECO/92 – UNCED,’92 – United Nations Conference Environment and Development.

Desde 1987, quando da publicação do relatório “Nosso Futuro Comum”, a ONU começou a discutir a conveniência de se realizar uma nova Conferência Internacional, só que desta vez explicitamente vinculando as duas temáticas. A decisão pela realização da UNCED foi efetivada através da Resolução 44/228 da Assembléia Geral da ONU em dezembro e 89, sendo realizada no Rio de Janeiro em junho de 92 e composta por uma Conferência Governamental e uma paralela, da sociedade civil, chamada Fórum Global.

A RIO 92 foi um acontecimento histórico de grande significado; não só fez do meio ambiente uma prioridade em escala mundial, ao dela participarem delegados de 178 países, o que a converteu na maior conferência celebrada até esse momento como teve o mérito de despertar um crescente interesse de diversos setores por temas como meio ambiente, ecossistemas, recursos naturais e tecnologias alternativas não poluentes.

A Conferência produziu: a Declaração do Rio sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (um documento de seis páginas que demandava a integração do meio ambiente e desenvolvimento econômico); – dois acordos internacionais sobre a mudança climática e a diversidade biológica; – uma declaração sobre os princípios da proteção florestal; -e a Agenda 21 (um projeto de desenvolvimento ambiental de 900 páginas) que oferece propostas concretas com vistas para ações que podem ser adotadas globalmente pelos governos, pelas organizações de trabalhadores e empregadores, pelas Organizações das Nações Unidas, pelos organismos de 0 DF 21